O que está abaixo é antigo, por tanto se você ler ou não, tanto faz =p
KaJotta
16 November 2009 @ 01:32 am
Não, o blog não está desatualizado. Você apenas não pode ver os posts recentes porque não é meu amigo e tenho dito =D
O que está abaixo é antigo, por tanto se você ler ou não, tanto faz =p
O que está abaixo é antigo, por tanto se você ler ou não, tanto faz =p
Current Music: Superstar - Sonic Youth
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05 June 2009 @ 04:10 pm
Current Location: nowhere only I know
Current Mood:
crushed
Current Music: Franz Ferdinand - Walk Away
26 May 2009 @ 11:50 pm
Ela andava acelerada pelas ruas rumo ao metrô. A sensação de conquista, alegria e preocupação a motivavam a andar cada vez mais rápido, ignorando a pasta enorme que carregava bater na perna em um ritmo descompassado, e o peso da bolsa cheia no ombro. Ela também ligara para o pai, pedindo por favor que a buscasse na estação do metrô. Tudo para chegar mais cedo em casa.
Ao descer a rua ela fazia planos enquanto falava sozinha, baixinho, em um idioma que ela inventara, mas que em sua cabeça fazia sentido. Força de habito. Às vezes ela sorria, às vezes franzia as sobrancelhas; às vezes mudava para traços tristes. Tudo dependia do que ela estava pensando ou planejando.
Enquanto esperava o metrô, olhava com certo orgulho e incredulidade para o objeto em suas mãos, gabando-se um pouco por fazer, a despeito de si mesma, com que coisas tortas tirassem notam tão altas. Ela não podia ser tão ruim assim no que fazia então. Sem prévio aviso, nem para si mesma, o foco de seus pensamentos mudou fazendo com que ela começasse a cantar, em um inglês totalmente errado, uma música que escutava na rádio com bastante freqüencia. Ela gostava de fazer isso enquanto esperava na plataforma porque ninguém conseguia escutá-la, não importava o quão alto ela cantasse.
No carro ela contou as novidades para o pai, tanto as alegres como as tristes.
Em casa correu para o quarto e pegou o pequeno aparelho preto nas mãos. O coração beteu um pouco mais forte enquanto ensaiava mentalmente, ao passo de segundos, o que diria quando a voz do outro lado da linha respondesse a ligação à medida que discava um número familiar rapidamente.
Então foi aquilo que ela já esperava.
Não haviam mais planos.
Havia compreensão, culpa e tristeza.
Ironicamente ela já esperava por tudo aquilo enquanto descia para o metrô, fazendo planos e cantando músicas com a letra distocida.
Ela já sabia que seria assim.
Mesmo assim ela sempre insistia em ligar pelo bem dele, ou assim gostava de acreditar.
Ela não gostava da noite porque ela trazia reações inesperadas e violentas para seus sentimentos fracos.
Ela estava tão errada... Mas era impossível não se sentir mal.
Ela desligou o telefone desiludida, conferindo mais uma vez os recados novos que chegavam sem avisar.
Foi quando ela sentiu uma pontada de raiva que logo deu espaço a uma única pergunta amarga: "Por quê?"
Por que aquela mensagem existia?
Não era como se aquilo não fosse algo rotineiro. ESTAVA virando rotina... Era quase todo dia... Ou era todo dia e ela que inicialmente não deu muita atenção?
Ela resolveu desistir por aquela noite. Resolveu se entregar à história triste de outras pessoas e ao torpor e neblina que aquilo lhe proporcionava. Não que fosse adiantar muito porque ela sabia bem que aquele sentimento desagradável atacaria novamente mais tarde. Então o torpor ao qual se induzia não adiantaria de nada.
Ela teve a certeza de que o dia seguinte seria um dia vazio.
Um dia normal que não podia ser tratato assim.
Ela é egoísta... como sempre.
Mais tarde ela percebeu que a atecipação e a falta de atitude a haviam levado por aquele caminho.
Ela se sentia idiota por pregar peças em si mesma.
Ao descer a rua ela fazia planos enquanto falava sozinha, baixinho, em um idioma que ela inventara, mas que em sua cabeça fazia sentido. Força de habito. Às vezes ela sorria, às vezes franzia as sobrancelhas; às vezes mudava para traços tristes. Tudo dependia do que ela estava pensando ou planejando.
Enquanto esperava o metrô, olhava com certo orgulho e incredulidade para o objeto em suas mãos, gabando-se um pouco por fazer, a despeito de si mesma, com que coisas tortas tirassem notam tão altas. Ela não podia ser tão ruim assim no que fazia então. Sem prévio aviso, nem para si mesma, o foco de seus pensamentos mudou fazendo com que ela começasse a cantar, em um inglês totalmente errado, uma música que escutava na rádio com bastante freqüencia. Ela gostava de fazer isso enquanto esperava na plataforma porque ninguém conseguia escutá-la, não importava o quão alto ela cantasse.
No carro ela contou as novidades para o pai, tanto as alegres como as tristes.
Em casa correu para o quarto e pegou o pequeno aparelho preto nas mãos. O coração beteu um pouco mais forte enquanto ensaiava mentalmente, ao passo de segundos, o que diria quando a voz do outro lado da linha respondesse a ligação à medida que discava um número familiar rapidamente.
Então foi aquilo que ela já esperava.
Não haviam mais planos.
Havia compreensão, culpa e tristeza.
Ironicamente ela já esperava por tudo aquilo enquanto descia para o metrô, fazendo planos e cantando músicas com a letra distocida.
Ela já sabia que seria assim.
Mesmo assim ela sempre insistia em ligar pelo bem dele, ou assim gostava de acreditar.
Ela não gostava da noite porque ela trazia reações inesperadas e violentas para seus sentimentos fracos.
Ela estava tão errada... Mas era impossível não se sentir mal.
Ela desligou o telefone desiludida, conferindo mais uma vez os recados novos que chegavam sem avisar.
Foi quando ela sentiu uma pontada de raiva que logo deu espaço a uma única pergunta amarga: "Por quê?"
Por que aquela mensagem existia?
Não era como se aquilo não fosse algo rotineiro. ESTAVA virando rotina... Era quase todo dia... Ou era todo dia e ela que inicialmente não deu muita atenção?
Ela resolveu desistir por aquela noite. Resolveu se entregar à história triste de outras pessoas e ao torpor e neblina que aquilo lhe proporcionava. Não que fosse adiantar muito porque ela sabia bem que aquele sentimento desagradável atacaria novamente mais tarde. Então o torpor ao qual se induzia não adiantaria de nada.
Ela teve a certeza de que o dia seguinte seria um dia vazio.
Um dia normal que não podia ser tratato assim.
Ela é egoísta... como sempre.
Mais tarde ela percebeu que a atecipação e a falta de atitude a haviam levado por aquele caminho.
Ela se sentia idiota por pregar peças em si mesma.
Current Mood:
gloomy
Current Music: Dashboard Confessional - Even Now
28 March 2009 @ 07:48 pm
Hoje é Dia do Planeta, ou seja, todas as pessoas no país deverão desligar as luzes às 8:30pm para mostrar o quanto estão preocupadas com o aquecimento global. Bonito gesto. E o resto dos dias do ano? As pessoas não podem só ter consciência por 1 hora nos tantos dias que temos em 12 meses... Em fim, mudar a cabeça de um único ser é extremamente difícil, o que dizer de milhões e milhões de cabecinhas hedonistas?
Ontem foi meu aniversário de namoro. Apesar de alguns acontecimentos desnecessários - e admito que a maioria, se não todos, foram por minha culpa -, foi um dia agradável, realmente feliz e divertido. No entanto, já há algum tempo, algumas coisas vem atrapalhando meu caminho de tijolos amarelos rumo à felicidade.
Meu namorado é uma boa pessoa. Aparentemente é sincero e carinhoso e mostra interesse pelo relacionamento e por mim. Mas sua constante falta de tempo, seus lapsos de "desinteresse" (estou sendo confusamente contraditória) e sua falta de detalhismo estão começando a me cansar. Desapontada, triste, confusa, com raiva e pensativa, eles sempre me deixaram.
Eu tento ser compreensiva, juro que tento... mas nenhuma pessoa consegue ser tão altruísta assim... é natural ser um pouco egoísta... não?
Eu sei que ele tem uma série de problemas. Eu sei que alguns desses problemas são realmente sérios e preocupantes. Sei também que no momento ele não tem poder sobre alguns ou nenhum desses problemas. No entanto... às vezes eu penso "e se não for somente isso?".
Recentemente passamos por uma situação difícil, quase impossível de ser contornada e ajeitada. Mesmo assim... mesmo tendo conseguido e isso sendo considerado prova mais do que suficiente de que ele gosta de mim, não consigo lidar bem com o passado. Não consigo aceitar certas pessoas que passaram por sua vida, nem consigo aceitar certos fatos e atos que ele teve para comigo. Realmente é um esforço quase violento e masoquista. Qualquer mínimo detalhe é capaz de me deixar pra baixo, de tal jeito que eu sinto não valer muita coisa. Às vezes sua falta de atitude ou importância para com as coisas me fazem sentir que eu já não significo tanto assim. Ontem, depois de dois anos de que o conheço e sendo nosso aniversário, eu senti isso de novo. Não foi muito encorajador para minha já baixa alto-estima.
"Eu não tenho tempo", "estou cansado", ele diz... mas eu também estou cansada, às vezes eu também não tenho tempo. Às vezes eu me desdobro nem eu sei como só para estar com ele. Às vezes eu deixo de fazer coisas para conseguir vê-lo. Posso ficar sem dormir um dia inteiro e mesmo assim ainda ir pra faculdade, só para poder passar um dia especial com ele. Sou capaz de incontáveis sacrifícios apenas para estar ali. Faria qualquer coisa para mostrar para ele como eu me importo e para vê-lo sorrindo. Por isso eu ainda resisto, não muito bem, mas tento. Por isso ainda me obrigo a pensar que sempre sou muito injusta, que eu não tenho a razão, que sou doente e obcecada e que aquilo não passa de paranóia. Sim, tenho um caráter efusivo, difícil e explosivo.
Eu não deveria fazer nada disso esperando algo em troca, mas é algo impossível. Eu espero uma resposta... Mas já há algum tempo não tenho obtido nenhuma. Isso só me faz pensar que o interesse que ele tinha por mim antes está diminuindo.
Isso não é justo.
Comprar um cartão não vai tirar de teu bolso mais do que algumas moedas. Pegar cinco minutos de tantos durante a semana não vai te deixar sem tempo. Escrever algumas linhas para a pessoa que você diz amar tanto não vai te deixar mais cansado do que você já está. Dizer, nem que seja, algumas malditas palavras felizes num maldito dia especial é tão complicado? É tão difícil assim de lembrar?
"Eu esqueci... Não tive tempo..."
Desculpe, mas eu não acredito nisso...
Estamos em uma fase de nosso relacionamento em que passamos a semana inteira sem nos ver, tendo como esperança, às vezes, algumas horas de um dia no fim de semana. Eu receio que isso esteja fazendo com que ele esqueça de mim aos poucos. Com que ele esteja perdendo o interesse em nós. Isso definitivamente está nos afastando.
Eu tenho tanto medo disso... e tenho medo também de que eu pare de me importar... Se um dia eu parar de me magoar ou me irritar com essas coisas... Se um dia eu não der mais a mínima estará tudo acabado.
Estou tentando ao máximo evitar que esse dia chegue.
Eu sou tão pequena para ele... está num nível em que já não importa ter detalhes um para com o outro. Não importa mais se importar tanto... Não sou mais uma coisa que precise ser cuidada com afinco...
Antes eu era a coisa mais importante, eu era o motivo, a esperança e a alegria. Hoje não passo de um nome no meio de uma frase. Eu estou me perdendo em seu mundo paralelo ao meu. Sem pontes, sem caminhos alternativos... Eu não sou mais nada que mereça tanta importância. Afinal de contas, existem muitas prioridades em sua vida e já ficou claro de que eu não sou uma delas.
Isso dói e já não sei mais o que fazer para mudar isso. Não sei mais como sorrir. Não sei mais como demonstrar... Não sei mais como agir.
Não sei como fazer para alcançá-lo de novo.
Não consigo acompanhá-lo mais.
(Com as luzes apagadas).
Ontem foi meu aniversário de namoro. Apesar de alguns acontecimentos desnecessários - e admito que a maioria, se não todos, foram por minha culpa -, foi um dia agradável, realmente feliz e divertido. No entanto, já há algum tempo, algumas coisas vem atrapalhando meu caminho de tijolos amarelos rumo à felicidade.
Meu namorado é uma boa pessoa. Aparentemente é sincero e carinhoso e mostra interesse pelo relacionamento e por mim. Mas sua constante falta de tempo, seus lapsos de "desinteresse" (estou sendo confusamente contraditória) e sua falta de detalhismo estão começando a me cansar. Desapontada, triste, confusa, com raiva e pensativa, eles sempre me deixaram.
Eu tento ser compreensiva, juro que tento... mas nenhuma pessoa consegue ser tão altruísta assim... é natural ser um pouco egoísta... não?
Eu sei que ele tem uma série de problemas. Eu sei que alguns desses problemas são realmente sérios e preocupantes. Sei também que no momento ele não tem poder sobre alguns ou nenhum desses problemas. No entanto... às vezes eu penso "e se não for somente isso?".
Recentemente passamos por uma situação difícil, quase impossível de ser contornada e ajeitada. Mesmo assim... mesmo tendo conseguido e isso sendo considerado prova mais do que suficiente de que ele gosta de mim, não consigo lidar bem com o passado. Não consigo aceitar certas pessoas que passaram por sua vida, nem consigo aceitar certos fatos e atos que ele teve para comigo. Realmente é um esforço quase violento e masoquista. Qualquer mínimo detalhe é capaz de me deixar pra baixo, de tal jeito que eu sinto não valer muita coisa. Às vezes sua falta de atitude ou importância para com as coisas me fazem sentir que eu já não significo tanto assim. Ontem, depois de dois anos de que o conheço e sendo nosso aniversário, eu senti isso de novo. Não foi muito encorajador para minha já baixa alto-estima.
"Eu não tenho tempo", "estou cansado", ele diz... mas eu também estou cansada, às vezes eu também não tenho tempo. Às vezes eu me desdobro nem eu sei como só para estar com ele. Às vezes eu deixo de fazer coisas para conseguir vê-lo. Posso ficar sem dormir um dia inteiro e mesmo assim ainda ir pra faculdade, só para poder passar um dia especial com ele. Sou capaz de incontáveis sacrifícios apenas para estar ali. Faria qualquer coisa para mostrar para ele como eu me importo e para vê-lo sorrindo. Por isso eu ainda resisto, não muito bem, mas tento. Por isso ainda me obrigo a pensar que sempre sou muito injusta, que eu não tenho a razão, que sou doente e obcecada e que aquilo não passa de paranóia. Sim, tenho um caráter efusivo, difícil e explosivo.
Eu não deveria fazer nada disso esperando algo em troca, mas é algo impossível. Eu espero uma resposta... Mas já há algum tempo não tenho obtido nenhuma. Isso só me faz pensar que o interesse que ele tinha por mim antes está diminuindo.
Isso não é justo.
Comprar um cartão não vai tirar de teu bolso mais do que algumas moedas. Pegar cinco minutos de tantos durante a semana não vai te deixar sem tempo. Escrever algumas linhas para a pessoa que você diz amar tanto não vai te deixar mais cansado do que você já está. Dizer, nem que seja, algumas malditas palavras felizes num maldito dia especial é tão complicado? É tão difícil assim de lembrar?
"Eu esqueci... Não tive tempo..."
Desculpe, mas eu não acredito nisso...
Estamos em uma fase de nosso relacionamento em que passamos a semana inteira sem nos ver, tendo como esperança, às vezes, algumas horas de um dia no fim de semana. Eu receio que isso esteja fazendo com que ele esqueça de mim aos poucos. Com que ele esteja perdendo o interesse em nós. Isso definitivamente está nos afastando.
Eu tenho tanto medo disso... e tenho medo também de que eu pare de me importar... Se um dia eu parar de me magoar ou me irritar com essas coisas... Se um dia eu não der mais a mínima estará tudo acabado.
Estou tentando ao máximo evitar que esse dia chegue.
Eu sou tão pequena para ele... está num nível em que já não importa ter detalhes um para com o outro. Não importa mais se importar tanto... Não sou mais uma coisa que precise ser cuidada com afinco...
Antes eu era a coisa mais importante, eu era o motivo, a esperança e a alegria. Hoje não passo de um nome no meio de uma frase. Eu estou me perdendo em seu mundo paralelo ao meu. Sem pontes, sem caminhos alternativos... Eu não sou mais nada que mereça tanta importância. Afinal de contas, existem muitas prioridades em sua vida e já ficou claro de que eu não sou uma delas.
Isso dói e já não sei mais o que fazer para mudar isso. Não sei mais como sorrir. Não sei mais como demonstrar... Não sei mais como agir.
Não sei como fazer para alcançá-lo de novo.
Não consigo acompanhá-lo mais.
(Com as luzes apagadas).
Current Location: My room
Current Mood:
disappointed
Current Music: Karasu iro no taiji - Rentrer en Soi
